sábado, 17 de janeiro de 2015

CARNAVAL DE BLOCOS DE RUA Porto Alegre

Lembro daquele dia que estava tomando uma ceva no Bar e Restaurante Copão com o Marcelo Elias e outros amigos, quando veio a Iolanda, aquela vendedora de incensos de cabelos roxos, convidando para nos juntarmos ao bloco dos loucos que tava se formando ali na Sophia Veloso. Daqui há pouco veio aquela gente feliz fazendo a maior festa e arrastando quem gosta da coisa junto com eles. 

Contagiados entramos na folia naquele momento da passagem e em seguida voltamos pro boteco. Ainda em êxtase proferi a seguinte frase: "isso vai dar o que falar, isso só tem a crescer", pois infelizmente os portoalegrenses como nós adoram ir pra Laguna e outras praias de SC e acabam não aproveitando a Rua do Perdão que acontece exatamente na terça-feira de carnaval. No outro ano o Bloco Maria do Bairro já tinha um contingente maior, formado inclusive pelas velhinhas do asilo da rua. Estávamos lá anonimamente divulgando de boca em boca o encontro do bloco, com tímidas participações do poder público e imprensa, que ajudaram graças a exposição do Miltinho Talaveira e demais membros do bloco. 

Anos depois começaram a rolar apresentações do Instituto Brasilidades e outros grupos ali na Travessa dos Venezianos, novamente falei, isso vai bombar. Não deu outra, os domingos da Travessa foram um sucesso, ainda mais quando o Turucutá Batucada Coletiva Independente fez um arrastão junto com o Bloco da Laje, desde o Largo Zumbi dos Palmares, passando pela João Alfredo até chegar na Travessa, inaugurando uma nova fase do carnaval de rua da Cidade Baixa. No outro ano surgiram outros blocos e não pararam mais de crescer.

Fico muito feliz por ter participado anonimamente como voluntário na divulgação dos primeiros eventos e agora com a entrada efetiva do poder público e da imprensa gaúcha nas festas de rua em Porto Alegre, mas ainda existe muito a fazer, pois estes blocos tem que ter o respaldo da grandeza que eles representam para cultura popular e a retomada responsável dos espaços públicos.
Bom carnaval a todos. Como minha mãe dizia: juízo

CARNAVAL DE RUA Porto Alegre, origem da retomada das ruas

Lembro daquele dia em que estava tomando uma ceva no Bar e Restaurante Copão com o Marcelo Elias e outros amigos, quando de súbito, veio a Iolanda, aquela vendedora de incensos de cabelos roxos, nos convidando para nos juntarmos a um bloco artistas, gente da noite e loucos que estava se formando ali na Sophia Veloso. Relutamos e dissemos que aguardaríamos o bloco passar na frente do bar. Daqui há pouco veio aquela gente feliz fazendo a maior festa e arrastando quem gosta da coisa junto com eles. Contagiados entramos na folia e em seguida voltamos pro boteco. Ainda em êxtase proferi a seguinte frase: "isso tem tudo pra dar certo e não vai mais parar de crescer, pois nós portoalegrenses adoramos carnaval e temos de ir pra Laguna ou outras praias de Santa Catarina para aproveitar a festa de momo e devido a isso acabamos não aproveitando nem a Rua do Perdão que acontece todos os anos na terça-feira de carnaval."

No outro ano, o Bloco Maria do Bairro já tinha um contingente maior, formado inclusive pelas velhinhas do asilo da rua. Estávamos lá anonimamente divulgando de boca em boca o encontro do bloco, com tímidas participações do poder público e imprensa, que ajudaram graças a exposição do Miltinho Talaveira e demais membros do bloco.

Anos depois o Instituto Brasilidades começa a fazer apresentações na Travessa dos Venezianos, e aos poucos o público foi aumentando e novamente falei: "isso vai bombar". Não deu outra, os domingos da Travessa foram um sucesso, e chegou ao auge quando o Turucutá Batucada Coletiva Independente fez um arrastão junto com o Bloco da Laje, iniciando no Largo Zumbi dos Palmares, passando pela João Alfredo, até chegar na Travessa, inaugurando assim uma nova fase do carnaval de rua da Cidade Baixa. No outro ano surgiram outros blocos e não pararam mais de crescer.

Fico muito feliz por ter participado anonimamente como voluntário na divulgação dos primeiros eventos e agora com a entrada efetiva do poder público e da imprensa gaúcha nas festas de rua em Porto Alegre, mas ainda existe muito a fazer, pois estes blocos tem que ter o respaldo da grandeza que eles representam para cultura popular e a retomada responsável dos espaços públicos.

Sigam a página de nosso grupo de amigos que divulga as agendas do carnaval de rua em Porto Alegre www.facebook.com/CiaDoTragoRs

Bom carnaval a todos. Como minha mãe dizia: juízo

fotos fonte: https://mariadobairro.wordpress.com/fotos-do-aquece/

Sartori NÃO aumento próprio salário, ele sancionou o inevitável

Desde o início de sua gestão como Governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB) enfrenta problemas que limitam sua atuação como governante. Mal assumiu a cadeira, já teve que sancionar Leis antipáticas a toda população gaúcha.

Nos primeiros dias de governo já teve que assinar um decreto que suspendeu todas despesas deixadas pelo governador Tarso Genro, por um período de seis meses, os chamados "restos a pagar". Além disso, a medida suspendeu novos concursos e nomeações de aprovados pelo mesmo período. O documento adiava o pagamento a fornecedores que prestaram algum tipo de serviço ou produto ao governo na gestão anterior. O objetivo era economizar para fazer caixa e PODER PAGAR SALÁRIOS de servidores e outras despesas fixas do Piratini. De cara arrumou inimizade com fornecedores e aprovados nos concursos da saúde e segurança.

Acontece que uma bola de neve estava por chegar ao sul do país, pois o O Senado Federal tinha aprovado no dia 18/12/2014, o aumento salarial para os principais cargos dos Três Poderes. Com a mudança, o salário da presidente da República, Dilma Rousseff, do vice-presidente, Michel Temer, e dos 39 ministros de Estado passou de 26.723,13 reais para 30.934,70 reais por mês. A medida teve um EFEITO CASCATA sobre outros poderes, já que o subsídio de DEPUTADOS ESTADUAIS, VEREADORES, juízes, desembargadores, promotores e procuradores de Justiça É VINCULADO AO RECEBIDO PELOS REPRESENTANTES DO LEGISLATIVO E DO JUDICIÁRIO. E logo em seguida, no dia 13/01/2015 a presidente sanciona o aumento dos salários, realmente causando um EFEITO CASCATA de norte a sul do país.

O Sartori é um cara muito simples e humilde, e em minha opinião isso acarreta que ele não tem uma eloquência em sua oratória, o que acaba prejudicando sua imagem. Em entrevista para o Portal G1 ele disse: ""Em todos os casos, VOU PAGAR O PREÇO QUE TIVER QUE PAGAR, mas eu não podia ter atitude irresponsável que não tivesse nenhuma relação com todos os outros poderes nessa direção..." referindo que ele não poderia vetar o aumento dos salários do legislativo e do judiciário, pois necessitaria deles para aprovar as medidas de austeridade que em breve teria de apresentar, portanto, o aumento foi proposto pela unanimidade dos deputados da Assembléia Legislativa, incluindo representantes do PT, PCdoB e outros partidos de oposição, então, o aumento não partiu do governador, mas sim da Assembléia, que se tivesse sua proposta vetada, derrubariam o veto e ainda ficariam contra o governo nas medidas que seriam apresentadas.

Resumo da ópera. O Governo Federal aumentou todos os salários, causando efeito cascata, inclusive no Rio Grande do Sul, onde deputados apresentaram proposta de aumento de seus próprios salários, que são vinculados aos do Governador e dos salários do judiciário federal, então, quem aumentou o salario dos políticos foi você, que votou no deputado estadual, federal e no senador que te representa em Brasilia.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Governador Sartori justifica o não veto do aumento dos salários e ninguém entende

Não to entendendo a gritaria dos filiados aos partidos políticos sobre o aumento dos salários do executivo, legislativo e judiciário no RS... o projeto foi aprovado POR UNANIMIDADE por todos deputados de todos partidos com representação na Assembleia Legislativa no final do ano passado (PT, PMDB, PP, PDT, PTB, PSDB, PSB, PPS, PCdoB, SD), ai largaram a batata quente nas mãos do Sartori 15, que se vetasse, teria seu veto derrubado pelos deputados quando o projeto voltasse a Assembléia. A única coisa que ele ia conseguir é brigar com a Assembléia e com todo judiciário, sofrendo as consequências do veto.

Agora, aqueles que não tem nenhum vínculo partidário e que não tem simpatia por qualquer um deles, tem todo o direito de reclamar sim. Reclamar muito. Pois também acho um absurdo o valor que todos recebem para defender "os nossos interesses". 


Deputados ferraram com o Sartori que não é bom de latinha (microfone) e que explicou da maneira dele: "Em todos os casos, VOU PAGAR O PREÇO que tiver que pagar, mas eu não podia ter atitude irresponsável que não tivesse nenhuma relação com TODOS OS PODERES nessa direção. Sei também que não são coisas fabulosas, mas na verdade "todo mundo tem o direito de analisar sob o ponto de vista da sua visão" daquilo que achar melhor", declarou Sartori.


Resumo da ópera, militantes de qualquer partido que estiver falando somente do Governador e não dos Deputados de seus partidos, estão fazendo demagogia (arte de conduzir o povo a uma falsa situação).


veja íntegra da entrevista, inclusive com justificativa que o aumento regional foi em decorrência do aumento nacional apresentado pelo Congresso Nacional e Senado, e sancionado pela presidenta Dilma Roussef: http://glo.bo/1BD3dca

Pensamento de hoje

enquanto me perco 
por aqui
tem gente que viaja 
e fica se achando
por ai

Adilson Di

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

uma questão de honra

um homem para ser honrado tem que dialogar, convencer e ser convencido, mas se ele acha que é o dono da razão, não conversa e ainda altera o tom de voz, ele na verdade é prepotente, arrogante e ignorante. Isso não é, nem nunca vai ser honra. Nem aqui nem em outro lugar qualquer da Grande Arquitetura do Universo... pronto falei