segunda-feira, 15 de abril de 2013

O pior tipo PROSTITUIÇÃO é o casamento por conveniência

Uma pessoa que relaciona-se com outra somente por interesse, simulando uma paixão, um amor ou um relacionamento de aparência, está cometendo o pior tipo de prostituição, pois quem comete este ato, em geral está causando alem do prejuízo material, também um grande prejuízo moral, emocional e espiritual na outra pessoa.

Está prostituição é cometida na grande maioria das vezes, por você. Isso mesmo, por qualquer pessoa que ao procurar um relacionamento priorize ou cogite que a outra pessoa tenha um bom emprego, casa própria, veículos e outras mordomias. Algumas vezes estes interesses exacerbam-se tanto que o individuo procura alguém que possa lhe dar alem do material, também o imaterial, que é a elevação de status social e a notoriedade que nunca poderia conseguir sendo uma pessoa simples.

Este hábito é muito mais comum do que parece, pois a grande maioria das pessoas não "apaixonam-se" como de fato apregoam, e sim "interessam-se" por outras pessoas que possam lhe proporcionar um plus ao que já conquistou ou nunca teve a oportunidade.

Em Portugal, assim como noutros países, o casamento por conveniência é criminalizado com penas de reclusão aos que praticarem tal ato. Calma amigo(a), você não vai ser preso por ser uma pessoa com tendências inescrupulosas, pois a criminalização está limitada a simulação de casamentos com vias de obter-se vistos de permanência no país. (veja artigo 186 do Código Civil português)

Os casamentos por interesse em geral são caracterizados "inicialmente" por carinhos, chamegos e uma intensa troca de presentes materiais e imateriais, até que se consume uma união estável, onde a parte "interessada" consegue através com a simples arrolação de testemunhas provar que possui direitos na propriedade alheia, ou que documentos provem estes direitos, como no caso das certidões de casamento ou de nascimento dos herdeiros.

Os carinho do inicio do relacionamento começam a virar cobranças e brigas intermináveis, alem do óbvio fato de que o interessado terá outras paixões verdadeiras que estarão suprindo seus instintos carnais que o ser rentável jamais conseguirá proporcionar por ele não ser um amor de fato e tão somente de direito. Instintivamente muitas pessoas se sentem infelizes no casamento, mas não abrem mão de perder o conforto e as regalias que só o dinheiro pode proporcionar. Quando a pessoa  coloca os bens materiais acima de todos os sentimentos a felicidade deixa de existir e um grande vazio toma conta. Direcionar a vida em função do dinheiro, não permite vivenciar uma relação saudável, condenando-se à miséria emocional (Marina Vasconcelos - Psicologa). Muitas vezes estes relacionamentos acabam virando obsessões compulsivas, como no caso de pessoas que matam seus companheiros para ficarem com a herança ou simples apólices de seguro.

Muitas pessoas mais informadas estão usando o seu direito de precaver-se quanto a qualquer infortúnio que possa surgir de uma relação oriunda de interesse escusos. A legislação brasileiro prevê alem do regime de comunhão total de bens, a comunhão parcial de bens e a separação total de bens, também o regime de participação final dos aqüestros, que é um regime misto entre comunhão parcial dos bens e separação total de bens. Outra opção é personalizar o CONTRATO ou ACORDO PRÉ NUPCIAL que é um instrumento totalmente legal e que pode satisfazer as partes "interessadas mutuamente" em estabelecer um relacionamento verdadeiro, harmonioso e duradouro. Muitos dirão: "Isso é uma sem-vergonhice, um absurdo, uma afronta, pois de onde se viu propor um contrato pré nupcial pra mim que gosto tanto dele", pois é, se gosta tanto assim, saberá que todo seu esforço será recompensado nas mesmas proporções em que você doar-se a pessoa que tanto diz amar.

Na pesquisa que fiz sobre o assunto, encontrei o texto da Marlene Heuser, da Gazeta do Povo, o qual transcrevo na íntegra abaixo:

Casamento por interesse tendo ao fracasso?

Muitas pessoas sentem-se infelizes no relacionamento, mas não se empenham em transformá-lo, nem pensam em terminá-lo.

Por quê? 
Elas desejam mantê-lo não pelo relacionamento em si, mas pelas vantagens que podem obter. Sentem-se valorizadas perante os amigos, a família, os colegas de trabalho pelo prazer de dizer que tem alguém ao seu lado. Será que vale a pena manter um relacionamento que não satisfaz as necessidades essenciais?
Conviver com outra pessoa requer maturidade, paciência, tolerância, aceitar as diferenças, colocar-se no lugar do outro antes de ofender. Enfim, é uma oportunidade de crescimento mútuo desde que ambos estejam dispostos a vivenciar uma relação saudável pautada no amor.
Viver a dois é um desafio que requer investimento diário: parceria, admiração e desejo. Mas, se mesmo amando o cônjuge nem sempre é fácil manter a sintonia, imagine um casamento sem amor onde tudo o que se almeja é o dinheiro do outro e as vantagens que este pode proporcionar. Conforto. Luxo. Status. Uma vida de aparência.
Segundo uma pesquisa, uma em cada cinco pessoas casadas considerou o seu relacionamento insatisfatório, embora não desejasse fazer nenhuma mudança, devido ao status de estar casada.
O psicólogo e cientista social David Niven( Os 100 segredo dos bons relacionamentos) cita como exemplo a história de Kelly.
Quando ela casou-se com Carlos, executivo de um banco, foi um acontecimento memorável. E assim a vida prosseguiu: os espetáculos se sucedendo e o casal sendo matéria das principais colunas sociais. Por isso, quando uma colega de infância foi visitar Kelly, surpreendeu-se ao ouvi-la dizer que se sentia infeliz por estar casada com um homem egoísta, que a usava como organizadora de festas e chamariz para seus negócios. “E por que você continua casada com ele?”, a amiga perguntou. Kelly admitiu envergonhada. “Porque não consigo abrir mão do luxo que ele me proporciona e gosto de ser invejada.”
Direcionar a vida em função do dinheiro pode trazer conseqüências imprevisíveis. As questões materiais se sobrepõem às questões emocionais e de afeto. Neste caso, a ordem é manter um bom saldo bancário porque não há espaço para a dificuldade financeira. Problemas financeiros geram frustração, desinteresse e, neste tipo de relação, abandono, separação, já que não há aceitação do outro pelo que ele “é”, e sim pelo que ele “tem”.
Sabemos que o dinheiro ajuda e muito. Mas, ele não garante a felicidade!

Concordo em gênero, número e grau com a Marlene, pois se você está procurando um relacionamento sério, muitas vezes seu príncipe(sa) encantado(a) (homem/mulher dos sonhos), é o sapo que está a seu lado (amigo, colega, vizinho...), basta que você abra seu coração e mente, sinta as nuances no ar, permita e permita-se, finalmente lhe dê o beijo do crédito, do apoio, da parceria, da fé, que "JUNTOS" vocês poderão conquistar tudo que sempre sonharam.

Eu conheço muitas histórias assim e acredite, a sua pode ser melhor ainda.


Um comentário:

  1. Aqui na Suíça é o que mais se vê.... Casamentos por interesses, mas ninguém é santo os.homens sabem bem qual é o deal.

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