sábado, 12 de setembro de 2009

da "Tia Inês"

Se o coração e dividido em quatro partes, porque tenho de preencher todas elas com a mesma pessoa?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Os meus 11 de setembro

Hoje o mundo lembra a cena triste do grande atentado contra as torres gêmeas em Nova York, onde centenas de pessoas morreram em decorrência dos aviões jogados sob os prédios por membros da Al-Qaeda, em contrapartida, eu lembro que neste exato momento, eu dormia em casa, e sonhava o sonho mais lindo de minha vida, que estará marcado em minha mente para a eternidade, apesar das vicissitudes da noite anterior.

Como de costume, trabalho o dia todo concentrado em meus afazeres, e ao final do dia fico física e mentalmente esgotado, e para relaxar, saio andando pelas ruas com o pensamento no nada, vou orando, espiando as meninas bonitas, olhando prédios, ruas, e vou curtindo a vida, como se fosse uma procissão em homenagem a dádiva divina concedida por Deus a mim.

Nesta época acontece aqui no Rio Grande do Sul, a grande festa dos gaúchos, onde comemoramos a Semana Farroupilha por vinte dias, isso mesmo, a semana que dura mais de vinte dias, e assim, regada a todas as tradições gaúchas, a festa acontece praticamente todos os dias, com muito comida típica, como churrasco, arroz de carreteiro, vaca atolada, e lógico, com muita bebida, dança e prosa (conversa fora).

Eu já vinha ha algum tempo tendo problemas em meu relacionamento na época, e na minha caminhada deste dia me dirigi ao Acampamento Farroupilha, onde ficam os diversos barracões que chamamos de piquetes. Chegando lá, fui passear pelos bequinhos que dividem aquelas centenas de casinhas construídas ali, e passando numa aqui, noutra acolá, acabei passando na frente de uma que era habitual na época, e qual não foi minha surpresa ao olhar para dentro e encontrar minha então namorada dançando bem feliz com um gaudério (gaúcho vestido com trajes típicos). Foi a gota d´água para que eu desistisse do tal relacionamento de vez, e parti-se para outra. Sai dali decidido a nunca mais me relacionar com ela novamente, e sem rumo, fui a busca de um lugar onde pudesse afogar as mágoas. Na caminhada passei em vários lugares, mas só me achei num barzinho chamado Bar Copão, na Avenida Lima e Silva, na Cidade Baixa, bairro boêmio da cidade, onde eu sempre encontraria alguém conhecido para espairecer.

Estava lá sentado com amigos, quando passaram por nós três moças louras que chamaram muito nossa atenção, e como minhas mágoas já estavam bem afogadas em álcool, estava pronto para esquecer todo o passado recente e recomeçar tudo de novo, foi quando uma da moças levantou-se para ir ao toalete, e ao passar comentei que havia gostado da amiga dela. Quando ela voltou eu já olhava para a amiga, e ela sentou-se, olhou para a outra amiga, sem ser a que eu estava olhando, e passou o recado que eu havia dado. A moça agradeceu e em seguida já estávamos nos conhecendo, ficando e saindo de mãos dadas. Já era madrugada do dia 11 de setembro, ela morava próximo, e no caminho da casa dela, passamos numa encruzilhada, o sinal estava fechado para os veículos, e adivinhem quem estava dentro do carro, sim, a minha ex. Foi o maior barraco, e naquele momento definitivo troquei um amor por outro amor, e em ambos tive aproximadamente quatro anos de convivência de muita paixão, aprendizado, carinho e cumplicidade.

Fui para casa depois de um dia repleto de emoções fortes, tantas quanto tive hoje ao ser surpreendido por gritos vindos dos corredores do prédio onde trabalho, o qual estava incendiando uma das salas. Naquele dia era meu coração que havia incendiado de várias formas, de tristeza, de magoa, de alegria, de surpresa, de espanto e de muitas outras formas.

Deitei e no meio da madrugada tive um sonho real, pois acordei sem estar acordado, na minha frente uma luz fulgurante, de enorme radiação mas que aos poucos tomava forma, e Nossa Senhora se fazia presente para mim, e com a suavidade da brisa ela falava comigo sobre algo muito importante que estava acontecendo, foi quando o meu despertar tornou-se real, e extasiado levantei e fui correndo no quarto de minha mãe contar o sonho. Fiquei muito emocionado, chorei, rezei e de imediato liguei a televisão, foi quando a Rede Globo estava transmitindo direto de Nova York que um avião havia batido nas torres, boquiaberto fiquei ali estático vendo aquela cena, foi quando veio o outro avião e de uma vez por todas acabou explodindo os prédios.

No incêndio de hoje em meu prédio, novamente os pensamentos borbulharam em minha cabeça, avaliando as coisas da vida, as futilidades em que as pessoas vivem, e de como é importante amarmos a todos por igual. Lógico que é bom ter um amor, mas se tivermos muito amor, por muitas pessoas, seremos eternamente abençoados com ocasiões maravilhosas, e neste momento, quero compartilhar com vocês, a minha alegria de ter centenas de amigos, um bom emprego, uma casa, alimento, roupas e tudo mais que desejo. Obrigado Deus por tudo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O cara barbudo

 
fonte: alinepacheco.wordpress.com
Uma vez fui num barzinho chamado Elo Perdido, na época lugar underground. A minha frente sentou-se um sujeito jovem, de longa barba, o qual passou a noite a me fitar. Como qualquer homem normal, fiquei extremamente constrangido. Estávamos entre amigos, e a cena nada agradável foi constante. Inicialmente decidimos ignorar. Passando a noite, passando os copos, passando as garrafas, o sangue subia na mesma proporção que digeríamos os líquidos embriagantes, lá pelas tantas, incontido, o ar de ira já soprava de minhas ventas, como fera pronta para atacar o inimigo, de súbito, o sujeito indaga a si mesmo: "Porque ele faz a barba?".
Nossa! Foi um banho de água fria, pois constatamos que o sujeito não batia muito bem, considerando-se um novo pensador, talvez ele fosse um jovem acadêmico de cursos ligados a filosofia, mas com certeza não estava fazendo parte de nosso mundo naquele momento.

Resmunguei por ele estar me constrangendo, mesmo assim o cara continuou a lucubrar sobre minha aparência, foi quando resolvi entrar na onda dele, e em reciprocidade questionei seu aspecto nada convencional, quando o mesmo responde que ele vivia sem ligações a coisas materiais.

Na época contra argumentamos a exaustão, e não chegamos a conclusão alguma, nem mesmo vimos o sujeito novamente, mas nossa posição era de jovens modernos, que só pensavam em aproveitar a vida, rodeado de mulheres, bebidas, roupas de grife e mais uma série de coisas que achávamos importante.

Hoje, caminhando pelas ruas, com este clima chuvoso, estava reparando como de praxe nas atitudes alheias, alias, este é um de meus principais hobbys. Analisar as ações e reações das pessoas caminhando ao léu constrói meus dias e alenta meus pensamentos. Quando percebi que estava sendo crítico em muitos aspectos, de pronto lembrei-me do tal individuo de anos atrás.

No eterno questionamento sobre a vida, sobre atitudes, de onde viemos pra onde vamos, e principalmente o que estamos fazendo aqui, comecei a perceber que estou virando aos poucos um barbudo metido a pensador.

sábado, 5 de setembro de 2009

Do: "O amor não tira férias" (The Holiday)

Graham: Os relacionamentos a distância podem dar certo
Amanda: Até podem dar certo, mas eu não me dou bem nem os que ficam dentro da minha casa

Guerra dos sexos

Descubro a cada dia que a guerra dos sexos é travada sem sentido e sem proposito, acontecendo naturalmente sem planejar ou sequer achar que se esta na peleia.
No campo da luta, as palavras são as armas, e uma que para mim esta virando missil teleguiado, é ouvir: "De você eu gosto, diferente dos outros".
Para ser sincero, prefiro ser os outros, pois para os outros, as mulheres se entregam simplesmente por prazer, por paixão, desejo, química...