quinta-feira, 20 de setembro de 2007

20 de setembro, data máxima dos Gaúchos


O Rio Grande do Sul comemora hoje os 172 anos da tomada de Porto Alegre, pelas tropas revolucionarias que tomaram o palácio, prendendo o governador e todos os membros do partido conservador, apoiado pelo Império Brasileiro. Esta ocasião desencadeou por todo estado a tomada das cidades, excluindo apenas algumas, como foi o caso de Rio Grande.

A revolta nasceu dentro das lojas maçônicas, e foi tomando corpo em reuniões secretas realizadas nas casas de estancieiros, industriais do charque, membros do partido liberal, e militares, que não se contentavam com as altas taxas cobradas pelo comércio do charque, e pelos desmandos do império. A revolta chegou ao extremo, quando o imperador nomeou um governador que fazia diversas acusações aos estancieiros gaúchos, desde traidores e separatistas.

Os revoltosos sofreram muitas baixas e controles externos, que aumentaram com a nomeação do General Lima e Silva, como presidente do Rio Grande do Sul, pelo império. Este foi o representante do império que conduziu o processo de paz, que culminou com o tratado de Ponche Verde em 1845.

No centenário da revolução, mais especificamente, no dia 5 de setembro de 1947, um jovem estudante do Colégio Julio de Castilhos, oriundo da cidade de Santana do Livramento, chamado de João Carlos D´Ávila Paixão Cortes, grande conhecedor das historias de sua cultura, e sapiente de várias tentativas de se criar uma organização para cultuar as tradições gaúchas, reuniu outros 7 colegas de escola num piquete, e foram pedir autorização para criarem um Panteon a fim de armazenar os restos mortais dos grandes revolucionários farroupilhas, que era o caso de seu conterrâneo David Canabarro. Este piquete fez um desfile pelas ruas da cidade, tendo uma parada triunfal na Praça da Alfândega, onde se juntaram aos Oito Magníficos como foram chamados. Dois outros membros ilustres apareceram na praça e apresentaram-se a Paixão Cortes, e neste momento fora formada a Santíssima Trindade do Tradicionalismo Gaúcho, que eram Barbosa Lessa e Glaucus Saraiva.

Alguns dias depois, no dia 08 de setembro, estes jovens idealistas, colheram no momento da extinção da Chama da Pátria, uma centelha que fora levada ao Candeeiro Crioulo na Escola Julio de Castilhos, fundando ali a primeira Ronda Crioula. A partir desta Ronda, aconteceram durante o ano letivo na escola, várias reuniões, ao qual saiu a idéia de formarem uma liga de defesa das tradições gaúchas.

O período letivo termina, e também termina a segunda grande guerra, com isso o Brasil é tomado por uma enxurrada de heróis norte-americanos, causando nos jovens gaúchos uma grande preocupação pela perda das rédeas da cultura pelos demais jovens do estado.

No inicio do outro ano letivo na escola, o grupo já havia crescido, e a intenção era que fossem 35 membros, o número que coincidia com o ano de início da revolução, e assim resolveram constituir os fundamentos do Movimento Tradicionalista, fundando o CTG 35.

Já se passaram 59 anos e o Movimento não para de crescer. Nosso povo toma chimarrão, come churrasco, canta nosso hino e canções nativas por todos os cantos do mundo, já aqui no sul e na capital, o desfile e o acampamento farroupilha acompanham este crescimento, e no dia de hoje, mesmo abaixo de uma chuva torrencial, milhares de gaúchos vestido a caráter, vieram fazer homenagem aos grandes revolucionários e aos fundadores do Movimento.

Acredito que esta chuva simbolize as lágrimas das mães e das famílias dos homens que lutaram pela independência do Rio Grande do Sul, ao qual tanto enobrecem a condição que temos ao nascer nesta terra, pois somos homens livres, sem distinção de cor, credo ou classe social, e podemos ter orgulho de ser chamados de Gaúchos.

2 comentários:

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  2. Di, fiz um convite para ti no meu blog!!! beijos e obrigada por "arrasar" com o cidadão no meu blog!!

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